Vacina fracionada é eficaz e segura? Esclareça suas dúvidas

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As filas para receber a vacina da febre amarela continuam dobrando os quarteirões de muitas cidades e fazendo muita gente pular da cama de madrugada para pegar uma das tão cobiçadas senhas. Há também, claro, os que acordam cedo para vender seu lugar na fila causando, claro, e como não poderia deixar de ser, reclamações e brigas com os que honestamente seguem as regras. Confusão atrás de confusão.

 

A febre amarela é uma doença potencialmente letal, para a qual não há tratamento específico. Aproximadamente 15% das pessoas acometidas evolui para quadros graves. Destas, 50% podem morrer.

 

Precisamos, de fato, vacinar o maior número de pessoas possível, garantindo uma cobertura vacinal segura em todas as áreas de risco deste país.

 

A vacina fracionada é eficaz? É segura?

 

A vacina fracionada é eficaz e segura. Não há nenhuma dúvida científica a este respeito. As pessoas que a receberam podem ficar tranquilas que terão a mesma proteção que aquelas que tomaram a dose plena. A única diferença é que quem tomou a fracionada deve repetir a dose, caso haja orientação para isso, depois de 8 anos.

 

Se a vacina fracionada é eficaz e segura, por qual razão não se fracionou antes?

 

Porque não havia necessidade de vacinar milhares de pessoas de uma vez só, como está acontecendo agora. Na situação anterior, era muito mais lógico dar uma vacina com proteção mais longa para todos os que fossem viajar ou morassem em área de risco.

 

Num momento de “surto”, tanto faz receber a vacina fracionada ou a plena?

 

Tanto faz. As duas formas protegem com eficácia comprovada. No entanto, há pessoas para as quais a fracionada não está indicada.

 

Para quem a vacina fracionada não está indicada? Por quê?

 

A vacina fracionada não está indicada para crianças entre 9 meses e 2 anos; gestantes que estão em área de risco; pessoas que vivem com HIV e tem contagem de células CD4 MAIOR que 350; pessoas com doenças do sangue ou que terminaram o tratamento com quimio ou radioterapia – desde que o médico as libere, claro –  e quem vai viajar para países que exigem o certificado internacional de vacina. Estas pessoas devem receber a vacina integral.

 

Por que estas pessoas tem que receber vacina integral e não a fracionada?

 

No caso dos viajantes, a dose deve ser integral pois o o Regulamento Sanitário Internacional não liberou a dose fracionada para a emissão do Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia. As outras situações têm um denominador comum: estas pessoas tem um sistema imunológico comprometido pela condição de base e por isso necessitam de uma dose maior para conseguir produzir o número de anticorpos suficientes para garantir proteção.

 

A vacina fracionada tem efeitos colaterais?

 

Os efeitos colaterais são semelhantes aos da vacina integral: dores pelo corpo, mal estar, calafrios, febre, náuseas e/ou vômitos.

 

E quem não pode tomar nem a vacina fracionada e nem a plena. Como faz para se proteger?

 

Quem não pode receber a vacina deve evitar as picadas dos mosquitos. Coloquem telas de proteção nas janelas das casas. São muito eficazes e permitem a ventilação adequada. Mosquiteiros nas camas também ajudam. Os repelentes de tomada podem ser utilizados. Para sair, deve-se passar um repelente, reaplicando sempre que necessário. Importante lembrar que bebês com menos de 6 meses não podem receber a vacina nem passar repelente. Portanto, as proteções mecânicas com telas e mosquiteiros são as mais indicadas.

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